A Influencia Vibracional - Como a energia afeta o físico
Atualizado: 15 de ago.

"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra." – O Caibalion
Entender a natureza das vibrações e suas implicações no mundo físico e no metafísico é um dos pilares mais importantes pra qualquer estudante sério. E não estou falando de teoria. Estou falando de algo prático, do tipo que separa quem só lê sobre o assunto de quem realmente consegue interagir de forma consciente com as forças sutis dos planos de existência. A tradição hermética resume isso num único axioma: "O Todo é Mente; o Universo é Mental". Esse princípio te leva a reconsiderar a própria ideia de realidade. Esquecer a imagem de objetos sólidos e parados e em vez disso, entender tudo como um emaranhado de padrões vibracionais, cada um numa frequência e numa amplitude diferente.
Entender essa dinâmica vibracional é o pré-requisito pra qualquer ação metafisica que funcione de verdade.
No dia a dia, seja resolvendo os problemas mais banais ou lidando com um caso de campo específico, a gente esbarra com energias que nem esperamos esbarrar e saber como se responde a esses impulsos energéticos da forma adequada é sobrevivência pra quem trabalha nessa área. O mundo ao nosso redor está em atividade vibracional constante. Tudo se move. Tudo vibra numa frequência específica o tempo inteiro, mesmo quando parece parado.
É por isso que saber discernir a densidade energética de algo, ou de alguém, é uma habilidade indispensável. Somos bombardeados por uma quantidade enorme de energia o tempo inteiro, e se você não sabe interagir com essa realidade, isso vai afetar seu estado energético e, por consequência, o mental, o astral e até mesmo o físico.

Quando o corpo recebe um impulso energético maior do que está preparado pra absorver, ele reage produzindo adrenalina em excesso. Se você não está acostumado a receber uma descarga dessa magnitude, pode desmaiar no mesmo momento, e se expor a riscos que nem imagina, vi isso acontecer com varias pessoas que estavam despreparadas pra enfrentar certas situações ou participar de cerimonias de alto padrão energético. Por isso um dos primeiros pilares aprendidos na Nexo do Oriente é justamente entender a natureza vibracional da existência e isso é a base de tudo que fazemos. Sem isso, você estaria trabalhando às cegas.
Mas antes de irmos além, preciso definir o que é "vibração" ou "energia vibratória" de forma mais literal. Pra física, é simples: uma propagação de ondas caracterizada por frequência, comprimento e amplitude, constantes ou variáveis. Ou seja: toda energia vibratória se manifesta como onda, e essa onda pode ser medida pela frequência, pelo comprimento e pela amplitude em que ela está vibrando. Algumas vibrações são estáveis. Outras, variáveis. E é nessa variação que mora quase tudo que nos interessa.
Pra explicar como isso se aplica ao nosso mundo, e como isso ajuda a entender a intervenção de espíritos na matéria, gosto de recorrer a uma explicação que peguei emprestada do "Grande Computador Celeste", do Marcelo Deldebbio, e que uso bastante na Nexo:
Por muito tempo, achamos que toda matéria do universo era feita de átomos. Depois, descobrimos que o átomo se divide em elétrons, prótons e nêutrons. A física de hoje vai bem mais fundo que isso: existem seis tipos de quark, os tijolos que formam prótons e nêutrons (ou seja, tudo que você consegue enxergar), seis léptons (o elétron, o neutrino e mais quatro parentes próximos), e quatro partículas sem peso nenhum, feitas de energia pura, chamadas bósons: são como tijolos das forças da natureza. O mais conhecido deles é o fóton, o bóson da força eletromagnética. E aqui vale um parêntese curioso: luz e sinal de celular são, no fundo, a mesma força, só que se manifestam de um jeito diferente.
Fechando esse grupo temos o Bóson de Higgs, que explica por que algumas partículas não tem massa alguma e outras são concretas, com massa densa. A ideia é simples e, ao mesmo tempo, muito complexa: na origem, todas as partículas seriam fantasmas (pro cabalista, seria o resto da Árvore da Vida fora de Malkut). Algumas deixam esse estado fantasmagórico só quando interagem com o campo de Higgs que permeia o universo inteiro. Os rosa-cruzes já chamavam essas partículas de "Energia Espírito", que é um termo que Kardec pegou emprestado depois e usou com um sentido bem diferente do original e ficou até hoje.
Em resumo: tudo no universo nasce de uma energia única chamada de blocos fundamentais, e a única coisa que muda de um objeto pro outro é a quantidade dessa energia que cada coisa carrega. Onde você vê uma maçã, existem, na verdade, várias vibrações desses blocos fundamentais acontecendo em planos dimensionais diferentes ao mesmo tempo, e o resultado no plano físico, é um objeto com forma, cor, gosto, cheiro e textura de maçã, e que juntos fazem aquele barulho característico quando você morde.

No fim das contas, Todo universo palpável ao nosso redor é só um monte de frequências vibratórias diferentes se sobrepondo nesse oceano de bóson de Higgs.
E dentro do nosso plano material, (que a Cabala chama de Malkut) existem dimensões inteiras rodando em escalas vibracionais que os nossos sentidos naturais simplesmente não alcançam.
Pensa na faixa sonora: temos os infrassons, abaixo do que conseguimos ouvir, e os ultrassons, acima do que conseguimos escutar. Nas cores, o infravermelho e o ultravioleta ficam fora do espectro vibracional que nossos olhos captam e por tanto são "invisíveis". Em cheiros, existem odores que nunca vamos sentir, como os feromônios. E em matéria, existe a escala tangível, densa, que dá pra ver, e as faixas intangíveis que ainda nem temos como detectar e por tanto são vibração "invisíveis".
É exatamente nessas faixas fora do nosso alcance que moram todos os "fantasmas", os "sonhos", os "pensamentos", as "construções astrais", as "emoções" e outros fenômenos sutis do tipo.
E aqui a gente volta pro que interessa de verdade: como isso se aplica a espiritos, banimentos, rituais e práticas parecidas?
Lembre-se de uma coisa, caro leitor:
"O Todo é Mente; o Universo é Mental." – Caibalion
As faixas vibracionais que acabamos de ver podem se sobrepor umas às outras. E alguém experiente consegue interferir nesses campos usando os próprios impulsos energéticos pessoais, ondas eletromagnéticas liberadas pela mente e pela vontade própria.
A sinapse é a região que permite a comunicação entre neurônios, ou entre um neurônio e um órgão específico, um músculo, uma glândula por exemplo. É ela que envia o sinal, através do que a ciência chama de "transmissão sináptica", pra toda ação que o corpo realiza, seja um movimento, um pensamento, uma ideia é feita uma transmissão desse tipo. Isso acontece milhões de vezes por dia dentro de você. É a sinapse que faz seu músculo se afastar rápido de algo muito quente, e também é ela que libera neurotransmissores como a dopamina e a serotonina através das células.

Na sinapse elétrica, a corrente iônica flui direto de um terminal pro outro, através de canais de baixa resistência que unem as duas células no ponto de contato. Imagine isso como um jogo de raquete, quando a pessoa rebate a bola para a raquete da outra essa bola fica solta no ar, mas é direcionada e aterriza onde ela deveria.
Quando você pensa, acontece algo semelhante, e essa transmissão sináptica entra em ação. Neste momento, pequenos impulsos elétricos saem da região de contato carregando as características daquela intenção, daquela ideia ou da emoção específica.
Ou seja: todo pensamento carrega junto um pedaço da intenção de quem pensou, e pequenos fragmentos energéticos carregando essa intenção interage com todo campo vibracional externo através do que Franz Bardon chama de "fluidos eletromagnéticos".
Alguém bem treinado consegue sentir, ver, escutar ou manipular essas ondas em nosso cérebro, do mesmo jeito que um perfumista sente cheiros que ninguém mais percebe, ou um músico com ouvido absoluto distingue uma frequência que um leigo nem repara. Um estudante bem treinado, ou nascido com certo "dom", sente essas mesmas vibrações. E digo que é uma pena que, na nossa época, essas pessoas sejam todas rotuladas de loucas ou até mentirosas, só por causa da ignorância de quem não entende do que está falando.
Em teoria, é por isso que podemos aprisionar espíritos em círculos, fazer exorcismo, traçar círculos de proteção ou limpar a energia de um lugar, alterando a atividade vibracional daquele local, daquela pessoa ou daquele campo eletromagnético, á depender, é claro, da intensidade, do controle e da vontade do operador.
Essa mesma explicação sobre faixas de frequência mostra, com bastante clareza, por que algumas histórias de assombração, fantasma ou poltergeist, são apenas manifestação energética de planos sobrepostos ao nosso, os mesmos planos que descrevi no texto sobre o Tecido da Realidade. Enquanto no artigo do Tecido eu trato de "geografia vibracional", aqui tento mostrar como a física pode, de certa forma, apontar para o mesmo sentido.
Entender a natureza vibracional da realidade é o que permite compreender o mecanismo por trás de vários fenômeno metafísico e de muitas prática espiritualistas que funcionam de verdade. Quando você entende como as frequências energéticas interagem entre si e com o seu próprio ser, consegue desenvolver técnicas melhores de proteção, de manipulação energética e de desenvolvimento espiritual.
É essa capacidade de perceber, discernir e trabalhar conscientemente com essas energias, que separa o estudante e praticante de verdade do curioso de fim de semana. Ela permite navegar com segurança pelos diversos planos de existência. E não na teoria, mas na prática viva, que se experimenta todos os dia, através de exercício, meditação e trabalho interior constante.
Como esse é um assunto grande demais pra caber num artigo só. Vamos aprofundar mais em textos futuros. Por hora, fica minha gratidão, caro leitor, por ter conseguido chegar até o final.
"Não damos atenção para as coisas visíveis, mas sim para as coisas invisíveis; porque as coisas que se veem são passageiras, mas as que não se podem ver são eternas." 2 Coríntios 4:18



